Data.Boletim

I.

O encontro em Brasília dos Presidentes Lula e Lourenço é retribuição da anterior ida do Chefe de Estado brasileiro a Angola, representando continuidade em relacionamento com potencial importante para as duas margens do Atlântico Sul. Pouco depois de Lula, houve também visita a Angola do ministro da Agricultura, Carlos Favaro, sendo muito útil saber consequências práticas das intenções então afirmadas pelas duas partes nessa visita ministerial. Impressão geral de avanços em pequenas escalas.

O encontro de ontem em Brasília decorreu após dois dados centrais sobre países do Atlântico Sul. 

1.Tentativa de Donald Trump para colocar em dificuldade o presidente Ramaphosa da África do Sul. Falhou nessa tentativa, dando prestígio mundial ao dirigente sulafricano e reforçando os laços inter-partidarios no governo da África do Sul. 


Como é prática repetitiva de Trump, em breve poucos líderes aceitarão convites para aquele salão da Casa Branca.

2. O partido LLA do presidente argentino Javier Millei venceu as eleições municipais de Buenos Aires. Em outubro terão lugar as legislativas nacionais argentinas.

Estes dois dados permitem ainda considerações sobre tática e força real da extrema direita. No passado domingo decorreram eleições em 3 paises da Europa: Portugal, Polônia e Romênia. Só no primeiro a extrema direita se reforçou. 

II.

Os Estados Unidos ameaçam a União Europeia com tarifas de 50%. Esta, tem plano base de retaliação para adaptar às várias hipóteses de ameaça norte americana. 

A China aproveita o labirinto tarifário da Casa Branca e procura ampliar seu mercado interno e seus parceiros externos. Neste ponto, busca acordos com a União Europeia e com CELAC ( América Latina e Caribe). Na Europa,  apresentou nova pequena EV (" Dolphin Surf ") e a CATL (maior produtora mundial de baterias para EV, com potencial de se estender a outros tipos do produto) vai investir 2 bi de USD na sua fábrica da Alemanha. 

O gestor principal da Nvidia - uma das maiores startups US em semicondutores - criticou duramente as limitações impostas por Trump à exportação de chips avançados para a China. Reduz a margem de rentabilidade dos fabricantes norte-americanos e a China vai intensificar sua própria pesquisa, disse.




Comentários