Amazônia urgente
A realização do encontro pan-amazônico em Bogotá teve participação de 3 Chefes de Estado ( Colômbia, Bolívia, Brasil) e delegações de outros paises da região. Na prática foi um dos preparativos para a COP30, ainda este ano em Belém.
Vários problemas emergiram:
- os níveis de desmatamento requerem apoio financeiro internacional, os países amazônicos raramente têm meios compativeis e, na presente conjuntura estão sob pressão súbita, decorrente das alterações nas bases tarifárias do comércio mundial.
- a COP 30, em Belém, foi concebida como marco na luta ambiental global, com grande relevo para a Amazônia. Por isso vai decorrer em cidade amazônica. Porém, até ao momento, há apenas 49 países que confirmaram sua participação. O motivo principal está nos custos absurdos do alojamento. Em média esses custos subiram 15 vezes em relação ao normal em Belém do Pará. Outros preços podem subir em produtos sensíveis indispensáveis.
- serviços de segurança e mídia especializada, assinalam cerca de dez grandes cartéis de drogas ilícitas no total amazônico, sendo mais destacados brasileiros, colombianos, equatorianos e pelo menos um venezuelano de larga capacidade.
No encontro de Bogotá, os presentes lançaram propostas de polícia transfronteiriça para combate a esses grupos (que além de logística adequada a muitas toneladas de droga, estão bem armados, de tal forma que o tráfico de armas é parte do negócio).
- países não amazônicos foram apontados como usando o crime organizado e as agressões ambientais como pretexto para interferirem nos países da região e suas relações de troca. Neste caso, a argumentação de alguns países da U. E. para não assinar o acordo com o Mercosul e a recém noticiada deslocação de navios da armada USA para os limites das águas territoriais da Venezuela.
Trump acusa Nicolas Maduro de envolvimento em redes de droga e pode tentar alguma operação para capturá-lo.
- os presidentes que estiveram na reunião de Bogotá comprometeram-se a não autorizar extração petrolífera nas terras dos povos originais e lutar contra o garimpo.
Assim, estas parcelas permitem situar os problemas da Amazônia com muito mais profundidade que as limitadas agendas internacionais, às vezes marcadas por atrativos de "exotismo".
O avanço nas soluções tem o bem conhecido nome de instituições promotoras de desenvolvimento - muito raramente existentes na região, não apenas nas superfícies florestais, mas também nas pequenas, grandes e muito grandes aglomerações.



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