Dados, roubos de dados e luta sobre dados

 Há diversas vias de apropriação ilegal de dados.  Vai desde ignorar direitos de autores até ingerência nos CPF. No primeiro caso, uma operadora USA de IA recém aceitou alocar cerca de um bi de USD no respeito desse quesito.

No segundo caso,  no Brasil, qualquer empresa se sente no direito de pedir o CPF do cliente, sob pretexto de fazer descontos. A realidade é a existência de grande mercado de traficagem de dados, como idade, família, capacidade de compra, contatos para  publicidade indesejada e hábitos de compra, incluindo ( ou sobretudo?) medicamentos. 

Ontem, em farmácia da Alameda, aqui em Niterói, antes mesmo de saber o que eu queria, a atendente me pediu o CPF, segundos depois quando indiquei o produto, voltou a pedir e, se eu não anulasse a compra, iriam me pedir de novo no caixa.

O CPF é documento oficial para ser usado na relação com a Receita ou em contratos e créditos. O desconto em produtos não depende de CPF.  Sua existência deve mesmo ser assinalada em lugar visível da empresa. É uma das condições de confiança no mercado, que o poder público tem de regular e fazer respeitar.

A situação atual - quando o país assinala intenções de investir cerca de 4 bilhões de USD em data centers - é de licença para ilegalisar e violar. 

A nível internacional, a forte multa da ordem de  3 bilhões de Euros aplicada pela U.E. a Google, por abuso de posição dominante, vai certamente ter retaliação dos USA. O recente encontro entre oligarcas do ramo com Trump, deixou patente o acordo entre ambos.

A guerra econômica continua muito  dura nestes dois níveis de mercado das inovações tecnológicas: interno e externo.

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