Trinidad e Tobago no ambiente geopolítico e geoeconômico do Caribe e América do Sul

 


Pela  posição geográfica quase colada à Venezuela ( ver mapa), Trinidad e Tobago podia estar inserida na América do Sul. Porém, é oficialmente caribenha, demonstração da estreita ligação entre as duas regiões. O país tem cerca de 5.100 km2 com um pouco acima de 1,5 milhões de habitantes.

Seu PIB nominal é de 26,9 bi de USD ( 2023), per capita de 21,3 mil e posição de " Muito Alto" no Índice de Desenvolvimento Humano. Apesar disso, este país tem graves problemas de segurança interna, devido à atividade de gangues com muito provável conexão internacional. 

Sua produção de base, o gás natural, oscila entre 25 e 26 bi de m3, dos quais cerca de 40 % é exportado, principalmente sob forma de GNL ( gás liquefeito, possuindo uma das maiores plantas de liquefação do hemisfério ocidental).

Empresas norte-americanas e a espanhola Repsol são as maiores operadoras. Os EUA, Argentina, países da U.E. (destaque para a Espanha) e do Caribe ( destaque para República Dominicana) são os maiores clientes.

Atualmente o poder é exercido pelo Congresso Nacional Unido ( UNC), em geral classificado de centro-esquerda, tal como seu principal opositor, o Movimento Nacional Popular ( PNM). Fortes divergências táticas e de lideranças separam estas duas formações. 

Trinidad e Tobago tem duas mulheres na chefia do Estado e governo. 


A presidente/a  Christine Kangoloo 
e a primeira ministra Kamla Persad-Bissessard.


As relações com a vizinha Venezuela são muito tensas.  Um dos campos de gás natural - o Dragon- é explorado em conjunto com a Venezuela.  O governo de TT conseguiu que o campo ficasse fora das sanções USA na parte relativa à sua gestão, acordo que Maduro considerou como colonial.

Pesqueiros de TT já foram arrestados ( desde antes de Maduro) pela costeira venezuelana. Atualmente cerca de 20 mil venezuelanos vivem sobretudo na capital, Port of Spain ( Porto Espanha), nome resultado da colonização espanhola até finais do século XVIII e começo do XIX (a Espanha incluia Trinidad na Capitania Geral da Venezuela) quando Trinidad foi ocupada pelos ingleses.

Após a reativação das reivindicações venezuelanas sobre parte da Guiana, Trinidad e Tobago expressou receios que argumentação semelhante possa ser desenvolvida por Maduro sobre a ilha de Trinidad, também em função do passado colonial e a extrema proximidade. 

Este receio é eixo principal da política exterior de TT . Baseado nele, disponibiliza seu território para apoio a forças navais do UK e USA na área.


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