Grandes reuniões, florestas e chips

 

  Duas cúpulas com agendas importantes na Amazônia e proximidades, têm menos presença do chamado alto nível que previsto ou desejado.

A COP 30 em Belém ( PA) está com muitas  delegações de chefias do segundo escalão.  Nada de inesperado para quem acompanha as COP. Esse nível de chefias vem em queda. Os discursos e projetos vão se mantendo, mas os efeitos concretos se fazem esperar. Um exemplo parece ser o fundo de florestas tropicais, proposto pelo Brasil com gestão do Banco Mundial,é visto como muito arriscado pelos governos  alemão e britânico. Outros contribuíram, mas estamos ainda longe dos 25 bi USD de contribuições estatais e 100 bi de investidores privados.

Neste momento, a eficácia da política climática global é medida pelo volume de investimento na transição. 




Em Santa Marta, Colômbia,  a União Europeia e a Conferência dos Estados Latino-Americanos e do Caribe ( CELAC), estiveram reunidas. Fonte Europeia assinala alta de 45% nas trocas comerciais entre os dois blocos desde 2013.

A Comissária europeia das relações internacionais afirmou que sua entidade só aceita ações militares emlegitima defesa ou sob comando da ONU.

Em comunicado conjunto a ministra colombiana das Relações Exteriores e o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, disseram que o combate ao tráfico de droga deve ser feito dentro do direito internacional e respeitando os direitos humanos.

Sem o designar, ambas são críticas ao atual grande dispositivo militar US no Caribe, junto ao litoral norte da América do Sul. 

Aqui também ausências notórias, inclusive do presidente do  Chile e da presidente (ou presidenta, não brigo por essas palavras) do México. Sem surpresa a ausência do presidente argentino. 

O Acordo Mercosul-UE continua em stand by.

Do lado europeu, além do presidente do Conselho da Europa, só notei a presença do chefe do governo espanhol.

Mudando um pouco de tema: executivos da indústria automobilística brasileira assinalam próximo restabelecimento das exportações chinesas de semicondutores. Este setor industrial, em varios países, tem conhecido deficit grave do material que põe em risco a produção. 

A interrogação agora é sobre o tempo necessário à chegada de novo abastecimento. 



Comentários

  1. Infelizmente, o mundo (e seus governantes) ainda não está devidamente conscientizado da importância e urgência das ações.

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