Altas tensões

 


Economia 

O encontro dos membros da União Europeia sobre Acordo com Mercosul foi nesse clima. Oposição agressiva de interesses e de visão do impacto geoeconômico atual. A maioria, conduzida pela Alemanha, Espanha e Escandinavos, fortemente favorável à assinatura do Acordo. França, Hungria, Polônia,  Irlanda e Áustria contra. Bélgica abstenção. A Itália mudou de posição e votou a favor. 

Ainda não está acertado se o texto aprovado requer votação do Parlamento europeu na totalidade. Se for preciso, a previsão geral é de pequena maioria favorável. 

No entanto, a presidente da Comissão Europeia prevê deslocação à capital paraguaia para assinatura com o Mercosul, dia 17 do corrente. Em seguida o acordo será submetido a ratificação pelos Parlamentos de todos os países envolvidos, entrando em vigor a partir de um certo número. 

A oposição francesa é motivada por pressão de seus agricultores que receiam concorrência sul-americana. Uma pesquisadora francesa do Instituto Jacques Delors, citada pelo " Le Monde " declarou que "o problema da agricultura da França não é o Mercosul mas sim sua perda de competitividade na Europa."

Aliás, o Acordo está longe de se limitar à agricultura, tendo componentes da mesma dimensão nas indústrias e serviços. 

Sobre a entrada em vigor, são esperados obstáculos por parte dos países que votaram contra. Nesse caso, entraria em aplicação provisória. O acordo UE-Canadá está funcionando assim há sete anos.

Militares:

Segundo o site do professor Paul Krugman,  o deslocamento da força naval dos EUA com porta-aviões para o Caribe implicou  custos de USD 600 milhões, sendo os custos operacionais desde fim de outubro da ordem de USD 6,5 milhões por dia.

Segundo a mais recente classificação de poderes militares, pelo " Global Fire Power", as 15 posições de topo são:

EUA, Rússia, China, Índia, Coreia do Sul, UK, França, Japão, Turquia, Itália,  Brasil, Paquistão, Indonésia, Alemanha e Israel.

As Marinhas da África do Sul, Rússia, China e Iran fazem manobras ao largo da  Cidade do Cabo. Devem provocar novas acusações norte-americanas , são observadas com muito interesse pela França e foram alvo de critica interna pelo segundo partido do país (AD) que faz parte do governo. 

Eleições 

O governo francês talvez convoque eleições legislativas antecipadas junto com as municipais de março. 

Opinião que se generaliza: os dispositivos das próximas eleições colombianas e brasileiras exigem proteção reforçada, pois serão alvo de fortes ciber ataques e pesadas operações de influencers. 



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