Armazenar Energia: leilão crucial em abril



O evento pretende aumentar a capacidade  de BESS (sistema de armazenamento de energia por baterias) para inserção no Sistema Integrado Nacional (SIN), diminuindo o recurso a centrais térmicas nas horas de maior consumo. Aguardada forte presença de empresas concorrentes, em maioria internacionais (destaque provável para as chinesas) e algumas nacionais ( individualmente ou em joint). Este leilão é notícia na mídia mundial de economia ( destaque Bloomberg).

O objetivo é obter um conjunto de projetos, com conclusão prevista até 2028, com capacidade para 8 GWh e entrega de 2 GWh, portanto 4 horas de fornecimento. Aproximadamente o dobro do BESS no Brasil, em estimativa de 2025.

As unidade concorrentes devem ter capacidade mínima de 30 MW, assegurar as referidas 4 horas, recarga em seis horas e tempo de vida 10 anos. Hoje as maiores unidades de armazenamento por bateria no país estão na ordem dos 60 MWh. A maior do mundo, em construção na Índia, vai até 3.500 MWh de capacidade com potência (entrega/hora) da ordem dos 1.120.

A bateria tem se tornado rapidamente ferramenta tecnológica central, de tal forma que é imaginável sua utilização generalizada, não só para viaturas mas também para abastecimento autônomo industrial, agrícola e doméstico. 

No total  de energia elétrica, o Brasil produziu em 2025 (estimativa por enquanto) 762,5 TWh ( terawatt hora) [1 TW=1 tri de MW ou 1 bi de GW], 88,2 % renovável (hidro com alto destaque). 

Dados worldmeter assinalam a  China em primeiro, perto dos 10 mil Twh; USA em segundo, em torno de 4.500. Índia, Rússia e Japão completam o top 5. Os outros 5 do top 10 são Brasil, Canadá, Coreia do Sul, Alemanha e França. 

Porém, no consumo per capita o Canadá lidera com 14,3 mil Kwh. Na sequência USA, Coreia do Sul, Japão,  Alemanha, França,  Rússia, China, Brasil ( 2.505 Kwh) e Índia. 

O previsto leilão de abril deve ser, neste primeiro semestre, uma iniciativa chave de recuperação tecnológica, por aumentar o BESS a nível nacional e por constituir estímulo a reforço das empresas brasileiras existentes, com menos dependência de importação de inputs.

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