Brasil-India e minerais estratégicos
O Memorando de Intenções assinado hoje entre os dois países, pode estimular iniciativas de processamento entre ambos nesses minerais ( ou outros aparentados). Seria alteração importante porque até aqui os contratos no setor ocorrem entre potências indústriais e detentores da matéria prima em bruto.
Por exemplo, no Brasil fica, no momento, a interrogação se o investimento australiano no Nóbio é só para extração ou implica processamento local?
Idem quanto a declarações do subsecretário USA de Energia, também sobre terras raras brasileiras e também sobre o alcance prático das intenções norte-americanas relativas a esses materiais aqui.
A existência de terras raras, seu potencial e composição, são elementos de grande impacto no mundo atual. O impacto será maior - e definirá a política econômica dos países detentores - se a exploração ultrapassar o extrativismo e der lugar a transformação.
É de tal importância que contratos meramente de extração ou exportação em estado primário, podem até ser prejudiciais a economias como a brasileira. Esgotam as reservas de matérias primas comprometendo o futuro, mesmo de curto prazo.

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